Mesopotâmia
A Mesopotâmia (o nome “Mesopotâmia” ajuda a enteder o lugar. A palavra grega mesopotamía, em português, significa “entre rios”) está situada entre os rios Eufrates e Tigre, no sudoeste da Ásia. Embora seus limites territoriais variassem em diferentes períodos de sua história, de modo geral a Mesopotâmia abrangia, na Antiguidade, o território do atual Iraque. Com raros obstáculos naturais, era uma região de fácil acesso por todos os lados. Isso nos ajuda a enteder por que tantos povos a dominaram. As civilizações da Mesopotâmia desapareceram há quase 2,5 mil anos. Devido às sucessivas invasões, pelos povos persas, macedônios, árabes, mongóis, etc. a região foi perdendo vestígios de sua história. Suas cidades foram destruídas ou abandonadas e, com o passar do tempo, foram cobertas pela terra. Além disso, as línguas que lá eram faladas desapareceram. Assim, o mundo mesopotâmico foi esquecido. No século XIX, porém, pesquisadores europeus começaram a escavar a região. Desenterraram uma infinidade de objetos e monumentos que foram transferidos para museus na Europa. Analisando esses objetos, arqueólogos e historiadores tentaram enteder as civilizações que viveram na Meopotâmia. A região da Mesopotâmia era muito usada para irrigação de plantações. Os povos que viveram na região desenvolveram a matemática, astronomia, escrita, etc. A região foi habitada por diversos povos, de línguas e culturas diferentes: sumérios, babilônios, assírios e outros.
Sumérios
O primeiro povo a criar uma vida urbanizada na Mesopotâmia foram os sumérios. Eles colonizaram os pantanais do Baixo Eufrates que, somando-se ao Tigre, deságua no golfo Pérsico. A origem desse povo é praticamente desconhecida. Sua língua não se assemelha a qualquer outra já conhecida. Um pouco antes do IV milênio a.C., os sumérios chegaram à Mesopotâmia, e, nos mil anos seguintes fundaram cidades e desenvolveram sua escrita cuneiforme, gravada em tabuletas de barro. Eles desapareceram a 4 mil anos.
Acadianos
Ao norte da Suméria havia uma cidade semita chamada Akkad (Ácade). Por volta de 2400 a.C., os ácades, liderados por Sargão o Grande, o rei guerreiro, consquistaram as cidades sumérias. Os reis acadianos foram os primeiros a manifestar a ambição de governar o que consideravam ser a terra inteira. Por isso Sargão ficou conhecido como o “soberano dos quatro cantos do mundo”. Os acadianos construíram um império que se estendia do golfo Pérsico ao mar Mediterrâneo. Por volta de 2100 a.C., o Império Ácade desmoronou. Invasões conjugadas a disputas internas provocaram sua queda. Após um período de prolongados conflitos, por volta do século XVIII a.C., o rei da Babilônia, Hamurabi, realizou uma série de conquistas criando, na região, o Primeiro Império Babilônico.
Babilônios
O Império Babilônico submeteu os sumérios, os acádios e os assírios. Para governar povos tão diferentes, Hamurabi organizou o primeiro código escrito de leis de que se tem notícia, o Código de Hamurabi. O Código defendia basicamente a vida e o direito de propriedade; mas também contemplava a honra, a dignidade e a família. Fundamentava-se sobretudo na Lei do talião “olho por olho, dente por dente”. Previa, portanto, que para se punir os crimes, deveriam ser aplicados castigos como o afogamento, a amputação da língua e de outras partes do corpo, por exemplo.
A prosperidade econômica gerada pelas conquistas ajudou a transformar a cidade da Babilônia num dos grandes centros da Antiguidade. Muitos monumentos foram erguidos. O mais famoso deles é o zigurate de Babel, que aparece na Bíblia como a Torre de Babel. Apesar da riqueza desse período, ondas invasoras de hititas e cassitas, revoltas internas e a morte de Hamurabi acabaram favorecendo o colapso do Império Babilônico e sua fragmentação.
A região voltaria a ser dividida entre o sul e o norte, depois que os reis cassitas, procedentes dos montes Zagros, a leste da Mesopotâmia, derrubaram a dinastia de Hamurabi. Os cassitas mantiveram a cultura e as tradições babilônicas, mas transformaram o reino com uma ampla reestruturação administrativa. A dinastia cassita governou até cerca de 1430 a.C., e seu domínio foi marcado por uma significativa produção de textos. Após o período da dinastia cassita, a Babilônia perdeu sua influência política, ao mesmo tempo que o poderio dos assírios crescia consideravelmente.
A Torre de Babel, por Pieter Brueghel.
Assírios
Os assírios surgiram por volta de 1800 a.C.. Entre 883 a.C. e 612 a.C., consquistaram um vasto império. Eram guerreiros, impondo o domínio pelo terror: saqueavam, destruiam e massacravam os vencidos. Os assírios foram os primeiros povos a ter um exército organizado, os jovens eram obrigados a participar do exército e de guerras. O auge do império assírio foi durante o reinado de Sargão II, Senaqueribe e Assurbanipal. A principal capital do império assírio era a cidade de Assur. Em 612 a.C., os Medos tomaram as cidades de Assur e Nínive, tormando assim, o fim do império assírio.