Grandes Navegações

Grandes Navegações ou expanção maritima

De forma geral, podemos dizer que os europeus foram impelidos a empreender as Grandes Navegações por duas razões econômicas: a necessidade de expandir o comércio e de obter grandes quantidades de metais preciosos.

Entretanto, nem só de causas econômicas se faz a história. Havia também naquelas circunstâncias uma influência de outros estímulos pessoais, espírito de aventura e fervor religioso. Na Península Ibérica, por exemplo, disseminou-se a idéia de que, uma vez expulsos os muçulmanos do território, seria preciso propagar a fé cristã por todas as regiões do mundo.

Reunidos esses anseios, o Estado moderno, com sua monarquia fortalecida e unificada, surgiu como instrumento capaz de concretizá-los. Graças ao apoio da burguesia, aos impostos cobrados da população e aos empréstimos contraídos junto aos banqueiros, o rei pôde reunir o capital necessário para financiar as viagens marítimas.

Já vimos que o comércio, tendo ressurgido na Europa a partir do século XI, vinha crescendo rapidamente, estimulado em grande parte pela abertura do Mediterrâneo e pelo restabelecimento dos contatos com o Oriente, após as Cruzadas. Esse crescimento, que havia sido interrompido em virtude da crise do século XIV, foi retomado em seguida, ainda com mais vigor.

No início do século XV, era intenso o comércio de produtos orientais: as chamadas especiarias – cravo, canela, pimenta – seda e outros artigos. Esses produtos eram trazidos do Oriente pelos árabes até os portos do Mediterrâneo, onde eram comprados, principalmente, pelos mercadores da península Itálica, que os revendiam na Europa. Esse quase monopólio encarecia muito os artigos orientais. Impedidos de efetuar negócios mais lucrativos, os comerciantes de outras regiões começaram a procurar no Atlântico a saída para esse entrave.

 

 Especiarias

As especiarias eram vegetais tropicais inexistentes na Europa, como pimenta, cravo, gengibre, noz-moscada, cominho, açafrão, canela, ruibarbo, sândalo e aloés. Eram utilizadas de muitos modos pelos europeus: na farmacopéia, serviam para a composição de remédios; na culinária, eram usadas no tempero dos alimentos, tornando-os mais saborosos e digestivos, e ajudando na sua conservação, principalmente na das carnes, que estragavam com facilidade; na fabricação de corantes, algumas especiarias (aloés, açafrão) eram usadas na composição de tintas e no tingimento de tecidos. Eram usadas também na preparação de perfumes ou de cosméticos.

Navegações:

 Caravela Vera Cruz no rio Tejo, nas comemorações dos 150 Anos da Associação Naval de Lisboa 

Pioneirismo português
Portugal foi o pioneiro nas navegações dos séculos XV e XVI devido a uma série de condições encontradas neste país ibérico. A grande experiência em navegações, principalmente da pesca de bacalhau, ajudou muito Portugal. As caravelas, principal meio de transporte marítimo e comercial do período, eram desenvolvidas com qualidade superior à de outras nações. Portugal contou com uma quantidade significativa de investimentos de capital vindos da burguesia e também da nobreza, interessadas nos lucros que este negócio poderia gerar. Neste país também houve a preocupação com os estudos náuticos, pois os portugueses chegaram a criar até mesmo uma centro de estudos : A Escola de Sagres.

Planejamento das Navegações
Navegar nos séculos XV e XVI era uma tarefa muito arriscada, principalmente quando se tratava de mares desconhecidos. Era muito comum o medo gerado pela falta de conhecimento e pela imaginação da época. Muitos acreditavam que o mar pudesse ser habitado por monstros, enquanto outros tinham uma visão da terra como algo plano e , portanto, ao navegar para o “fim” a caravela poderia cair num grande abismo.
Dentro deste contexto, planejar a viagem era de extrema importância. Os europeus contavam com alguns instrumentos de navegação como, por exemplo: a bússola, o astrolábio e a balestilha. Estes dois últimos utilizavam a localização dos astros como pontos de referência.
Também era necessário utilizar um meio de transporte rápido e resistente. As caravelas cumpriam tais objetivos, embora ocorressem naufrágios e acidentes. As caravelas eram capazes de transportar grandes quantidades de mercadorias e homens. Numa navegação participavam marinheiros, soldados, padres, ajudantes, médicos e até mesmo um escrivão para anotar tudo o que acontecia durantes as viagens.

Navegações portuguesas e os descobrimentos
No ano de 1498, Portugal realiza uma das mais importantes navegações: é a chegada das caravelas, comandadas por Vasco da Gama às Índias. Navegando ao redor do continente africano, Vasco da Gama chegou à Calicute e pôde desfrutar de todos os benefícios do comércio direto com o oriente. Ao retornar para Portugal, as caravelas portuguesas, carregadas de especiarias, renderam lucros fabulosos aos lusitanos.
Outro importante feito foi a chegada das caravelas de Cabral ao litoral brasileiro, em abril de 1500. Após fazer um reconhecimento da terra “descoberta”, Cabral continuou o percurso em direção às Índias.
Em função destes acontecimentos, Portugal tornou-se a principal potência econômica da época.

Navegações Espanholas
A Espanha também se destacou nas conquistas marítimas deste período, tornando-se, ao lado de Portugal, uma grande potência. Enquanto os portugueses navegaram para as Índias contornando a África, os espanhóis optaram por um outro caminho. O genovês Cristovão Colombo, financiado pela Espanha, pretendia chegar às Índias, navegando na direção oeste. Em 1492, as caravelas espanholas partiram rumo ao oriente navegando pelo Oceano Atlântico. Colombo tinha o conhecimento de que nosso planeta era redondo, porém desconhecia a existência do continente americano. Chegou em 12 de outubro de 1492 nas ilhas da América Central, sem saber que tinha atingido um novo continente. Foi somente anos mais tarde que o navegador Américo Vespúcio identificou aquelas terras como sendo um continente ainda não conhecido dos europeus. Em contato com os índios da América ( maias, incas e astecas ), os espanhóis começaram um processo de exploração destes povos, interessados na grande quantidade de ouro. Além de retirar as riquezas dos indígenas americanos, os espanhóis destruíram suas culturas.

 

O Absolutismo na Europa

Luis XIV da França

Luís XIV da França

Em Portugal, a burguesia composta em mesteirais juntamente com as classes populares da cidade de Lisboa, ajudaram D. João I, a conquistar o poder nas cortes de Coimbra de 1385, representando a vitória da classe mercantil, que iria patrocinar os Descobrimentos, tendo como conseqüência o pioneirismo português na expansão marítima.

A Espanha conheceu em 1469 a unificação política com o casamento da rainha Isabel de Castela com o rei Fernando de Aragão. Unificado, o reino espanhol reuniu forças para completar a expulsão dos mouros e, com a ajuda da burguesia, lançar-se às grandes navegações marítimas.

Na França, o longo processo de centralização do poder monárquico atingiu seu ponto culminante com o rei Luís XIV, conhecido como “Rei Sol”, que reinou entre 1643 e 1715. A ele atribui-se a célebre frase “o Estado sou eu”. Ao contrário de seus antecessores, recusou a figura de um “primeiro-ministro”, reduziu a influência dos parlamentos regionais e jamais convocou os Estados Gerais.

Na Inglaterra, o absolutismo teve início em 1509 com Henrique VII, que apoiado pela burguesia, ampliou os poderes monárquicos, diminuindo os do parlamento. No reinado da Rainha Isabel I, o absolutismo monárquico foi fortalecido, tendo iniciado a expansão marítima inglesa, com a colonização da América do Norte. Contudo, após a Guerra Civil Inglesa, o Absolutismo perdeu força em Inglaterra, com o rei gradualmente perdendo poderes em favor do Parlamento. A Revolução de 1688 – a “Glorious Revolution” – pôs um ponto final no absolutismo régio Inglês.

Respostas

  1. adoreiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii mesmo foi de bastante ajuda para mim

  2. OBRIGADOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  3. de nada! obrigado pela visita!

  4. obrigadão

  5. d+… adoreii me ajudo pro trabalho d historia valeu =D

  6. ah… foi muito legal a visita ;P
    tiau
    =]

  7. opa, obrigado pela visita =D.

  8. muito legal ,amei bjos bel =D

  9. adorei a visita foi muito divertido tchau xD

  10. muito legal ,bjos bell

  11. ja acabei meu trabalho e ficou muito bom obrigada pela ajuda =D

  12. Nossa !

    Amei…me ajudou muiiiitoooooooo !

    Obrigadaa !

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  13. valeu ^^ , muito obrigado!

  14. Realmente me ajudou tb vlw vlnt ;)

  15. muito obg.,.,., ajudou bastante pra estudar pro teste!!

  16. Foi uma excelente ajuda! Muito bem elaborado! Obrigada!

  17. me ajudou bastante pra minha revisão..arigato

  18. foi de uma grande ajuda obrigadooooooo…….

  19. gostei, ajudou bastante é bem explicado muchas gracias..

  20. eu gostaria de saber qual a principal consequencia das grandes navegações ?

    • A descoberta do novo e novissimo mundo ( America , Oceania.. etc.. ) alta no mercantilismo, acharam muito ouro, prata e etc.., evolução nos meios de trasporte.. colonias pelo mundo.. claro que todas as maiores vantagens como sempre foram da Inglaterra, França , Espanha e Portugal…. abraço!

  21. Brigadao tirei dez no trabalho de historia

  22. adorei realmentii ajudoou bastantii valew’s..

  23. AMEI

  24. daria pra pessoa que criou o site

  25. shoooooooow

    • O amigo, eu posso ver seu ip, e vi o tanto que vc floodou aqui, fingindo ser várias pessoas, seus comentários serão marcados como spam, e se insistir será banido.

  26. Muito Legal…adorei o documentario..

    me ajudou pra caramba tambem…

  27. Eu gostei .. mais eu queria o nome, a data e a conquista de navegadores espanhois ..
    Beijoos ..

  28. Gosteiii.. me ajudou um poucooo, pois eu tenho que fazer uma história em quadrinhos sobre as grandes navegações sabee.. é um pouco difícil, mais tudoo bemm..

    se puder me ajudar com mais alguma coisa eu agradeçooo!!


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