Cadeias e teias alimentares

Pode-se estudar uma comunidade, as relações entre seres vivos de várias espécies diferentes, agrupando-os em níveis de alimentação: os níveis tróficos (de trofi, nutrição em grego). O primeiro nível sempre será ocupado pelos produtores porque não há cadeia alimentar sem alimentos, o segundo nível será ocupado pelos consumidores primários, herbívoros, o terceiro pelos consumidores secundários, carnívoros, e assim sucessivamente.

Os decompositores (fungos e bactérias) ocupam o último nível de transferência de energia entre organismos de um ecossistema. Formam um grupo especial, nutrindo-se de elementos mortos provenientes de diferentes níveis tróficos, degradando tanto produtores como consumidores; seu nível trófico será o seguinte ao nível dos organismos que decompõem. Não devemos confundir o nível trófico, que é a posição da espécie na cadeia, com o seu nicho ecológico, que é a sua função ou “profissão”.

Função

Além dos organismos que fazem parte de um determinado nível trófico, existem outros com hábitos alimentares menos especializados, que podem ocupar mais de um nível trófico. É o caso dos animais onívoros (omnis = “tudo”), que se alimentam tanto de plantas como de herbívoros ou de carnívoros. O homem, por exemplo, é um animal onívoro.

O estudo das interações tróficas é essencial para o entendimento do que se passa dentro de um ecossistema. Este tipo de estudo demonstra de modo inequívoco o grau de inter-relações existente entre os organismos e aponta os principais elementos na manutenção da estrutura do ecossistema.

Uma das formas mais tradicionais de se estudar a ecologia trófica está na identificação das rotas alimentares dentro dos ecossistemas.

1) cadeias alimentares
2) teias tróficas
3) pirâmides energéticas
4) matrizes tróficas.

Uma cadeia alimentar é uma seqüência linear de seres vivos, uns servindo de alimento a outros, e também é uma simplificação do que acontece nos ecossistemas e, portanto, artificial. Em uma cadeia alimentar cada ser vivo é alimento para o seguinte, como as plantas para o coelho e o coelho para a raposa.

 Alface (P) – Coelho (C1) – Raposa (C2)

Uma cadeia alimentar completa apresenta três categorias de organismos, que constituem seus níveis tróficos: o nível dos produtores (alface), os níveis dos consumidores (coelho e raposa) e o nível dos decompositores (fungos e bactérias). As cadeias, insisto, são lineares, uma espécie por nível, e têm apenas três ou quatro elos, porque a energia presente nas moléculas orgânicas é transformada em energia cinética e calor, liberado para o meio físico e não reutilizado, o que reduz o teor energético a cada nível trófico.

 energia química>>>(pela respiração)>>>energia cinética>>>(pelas atividades do organismo)

 >>>calor>>liberado para o meio físico>>>não será reutilizado

Uma teia alimentar pode incluir seres vivos de diversos ecossistemas, é complexa e expressa o que realmente ocorre. Na teia alimentar alguns animais e plantas vivem na água e outros na terra. A origem (produtores) da cadeia alimentar são as plantas aquáticas e plâncton, comidos por herbívoros (comedores de plantas). Os herbívoros são comidos por carnívoros (comedores de carne), como peixes e mamíferos. Temos várias espécies por nível. Uma mudança no número de espécies em um dos elos afeta toda a teia.

O termo cadeia alimentar refere-se à seqüência em que se alimentam os seresde uma comunidade.

Autotróficos x Heterotróficos

Seres que transformam substâncias minerais ou inorgânicas como água, CO2,NH4em moléculas orgânicas são denominados autotróficos e são responsáveis pela produção de toda a matéria orgânica consumida pelos seres heterotróficos.

Produtores x Consumidores

Dentro de uma cadeia alimentar os seres autotróficos são denominadosprodutores e os seres heterotróficos consumidores.

Dentre os heterotróficos podemos ainda distinguir os consumidores primários (herbívoros), secundários,terciários e quaternários (carnívoros), dependendo do nível trófico.

Fonte: www.marcobueno.net

O termo cadeia alimentar refere-se à seqüência em que se alimentam os seres de uma comunidade.

Autotróficos x Heterotróficos

Seres que transformam substâncias minerais ou inorgânicas como água, CO2, NH4 em moléculas orgânicas são denominados autotróficos e são responsáveis pela produção de toda a matéria orgânica consumida pelos seres heterotróficos.

Produtores x Consumidores

Dentro de uma cadeia alimentar os seres autotróficos são denominados produtores e os seres heterotróficos consumidores. Dentre os heterotróficos podemos ainda distinguir os consumidores primários (herbívoros), secundários, terciários e quaternários (carnívoros), dependendo do nível trófico.

Cadeia alimentar marinha
Cadeia alimentar marinha (retirado de Linhares e Gewandsznajder, 2003)

Cadeia alimentar terrestre
Cadeia alimentar terrestre (retirado de Linhares e Gewandsznajder, 2003)

Teias alimentares

Em uma comunidade, o conjunto de cadeias alimentares interligadas forma uma teia alimentar, que se completa com os decompositores quebrando e oxidando matéria orgânica para obter energia e devolvendo ao ambiente sais minerais que serão reaproveitados pelos vegetais.

Teia alimentar
Teia alimentar (retirado de Linhares e
Gewandsznajder, 2003)

Cadeias alimentares terrestres e aquáticas

Diferenças entre os ambientes terrestres e aquáticos
(retirado de Schmiegelow, 2004)

Condições especiais resultantes das diferentes propriedades físicas e químicas da água com relação ao ar direcionam a adaptação dos organismos marinhos e terrestres.

Uma grande diferença entre os dois ambientes refere-se ‘a grande absorção de luz que ocorre no ambiente aquático. A água absorve a luz nos primeiros 100 metros de profundidade (águas claras) limitando a ocorrência de fotossíntese à essa zona iluminada e fazendo com que vegetais e herbívoros restrinjam-se a esta estreita faixa. Além disso, existe o fato da absorção da luz pela água ocorrer de forma diferencial, dependendo do comprimento de onda, aocontrário do ambiente terrestre, onde todo o espectro solar chega a todos os lugares.

No ambiente aquático os organismos não sofrem dessecação, não havendo a necessidade de peles impermeáveis (animais) ou raízes para obtenção de água(vegetais).

Quanto ‘as diferenças químicas, a menor concentração de oxigênio no ambiente aquático torna-se fator limitante para as comunidades.

Devido ‘ a estabilidade do ambiente marinho, alterações na temperatura, gases dissolvidos, pressão, etc, são mais críticos para as comunidades que no ambiente terrestre.

Os organismos aquáticos habitam um meio denso e tridimensional. Devido ‘a densidade da água, encontramos diferentes estruturas entre os organismos que habitam esse meio, sendo que alguns grupos tendem a flutuar e outros, mesmo que ligados ao substrato, não necessitam de estruturas fortes para os sustentarem (madeira), o meio os sustenta.

Essas diferenças no material estrutural e estoque de energia implicam em diferenças nos compostos bioquímicos dominantes nos organismos em ambos os ambientes. Seres aquáticos tendem a ter as proteínas como material orgânico dominante enquanto que no ambiente terrestre o principal material passa a ser o carboidrato. Como conseqüência dessas diferenças temos crescimento mais rápido, com pouco estoque energético e vida mais curta dos animais aquáticos em relação ao terrestres.

A formação das cadeias alimentares nesses dois ambientes também são muito diferentes. No ambiente terrestre temos predominantemente grandes produtores com herbívoros também de grande porte, como os ruminantes por exemplo. No ambiente aquático a fotossíntese é realizada em sua maior parte por seres microscópicos levando ‘a ocorrência de herbívoros também muito pequenos .

Devido ‘a essas diferenças morfológicas e estruturais temos mecanismos de alimentação, entre eles a filtração, dominantes no ambiente aquático e praticamente inexistente no ambiente terrestre. No processo de filtração, animais e vegetais (plâncton) extremamente pequenos e que flutuam ‘a deriva nas correntes de água são capturados por estruturas especiais que funcionam como redes e estão presentes em animais maiores.

Todos as características físicas, químicas e biológicas descritas acima refletem na complexidade das cadeias alimentares. A maior variedade de vegetais e animais que habitam os mares e rios é reflexo do maior número deambientes neles existentes, uma vez que as características biológicas de um organismo são reflexo das condições do ambiente no qual ele vive.

Cadeia trófica terrestre

 

Cadeia trófica aquática

Cadeia trófica aquática

Desequilíbrio nas cadeias alimentares

Fatores naturais como tempestades e temperaturas extremas, entre outras, podem causar desaparecimento de determinadas populações e, tendo em vista a complexa ligação existente entre os seres vivos, tal fato pode levar a um desequilíbrio nas cadeias alimentares.

Além dos fatores naturais, as atividades humanas após a descoberta do fogo, o desenvolvimento da agricultura e principalmente a industrialização, tem geradograndes alterações em praticamente todos os ecossistemas terrestres e aquáticos.

O modelo de desenvolvimento adotado pelo homem tem se mostrado altamente impactante e insustentável, e entre as mais graves ações humanas contra o meio ambiente podemos destacar: desmatamento excessivo, pesca e caça predatória, introdução de compostos tóxicos no ar, na água e no solo, utilização de compostos radioativos, grande produção de resíduos sólidos, etc. Muitos destes compostos tóxicos tendem a ser absorvidos por organismos e passam a acumular-se tanto no próprio organismo (bioacumulação) como também na cadeia alimentar (biomagnificação), sendo que o próprio homem ocupa uma posição de predador de topo de cadeia e, portanto, é altamente prejudicado por esses compostos.

Aumento da concentração de compostos quimicos na cadeia alimentar - biomagnificação
Aumento da concentração de compostos químicos na cadeia alimentar – biomagnificação
(retirado de Linhares e Gewandsznajder, 2003)

Muitos caso de doenças graves em seres humanos têm sido relacionados ao
consumos de alimentos contaminados por compostos tóxicos, sendo que o caso de Minamata no Japão em 1950, quando uma grande quantidades de mercúrio foi introduzida no mar e absorvida por animais marinhos que eram consumidos em grande escala pela população local. Na ocasião foram relatados sérios problemas no fígado, rins, sistema nervoso, além da ocorrência de mortes naquela população.

Fonte: sites.unisanta.br

Cadeias e Teias Alimentares

Cadeia alimentar é a seqüência linear de alimentação desde os produtores até os diversos tipos de consumidores. É pela cadeia que a energia e a matéria passam aos diferentes seres vivos. Porém as relações alimentares de um ecossistema não são simples cadeias alimentares. Em geral cada nível trófico é representado por diversas espécies, podendo cada qual alimentar-se de organismos pertencentes a dois ou mais níveis tróficos, estabelecendo-se assim teias alimentares. Teia alimentar é, portanto, o conjunto das relações alimentares entre populações de um ecossistema. Sua representação demonstra a complexidade das transferências de matéria e energia.

Exemplo de uma Teia Alimentar do Pantanal
Exemplo de uma Teia Alimentar do Pantanal

Fonte: www.rainhadapaz.g12.br

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